Uma coisa que não me entra muito bem na cabeça, é a fachada de muita gente no dia-a-dia.
Principalmente naquilo a que de chamam de escola, universidade, o que seja.
Estamos todos lá para o mesmo, há alguma necessidade de espezinhar as pessoas só para chegar ao topo?
O que se sucede é que naquele ambiente é cada um por si, quando cada um devia ajudar todos os outros, não só porque é outro mundo,
mas também porque cada indivíduo vem de um sítio diferente. Não existe apoio? Lutar por uma causa em comum? Ajudar os que estão pior para todos terem sucesso?
Na verdade o sucesso não tem lugar para todos, o que leva a um egoísmo tal que certas pessoas, para se sentirem no topo, têm de ver alguém lá em baixo, e acenar-lhes com um riso falso. Patetas.
As notas, seja ao que for, nunca fizeram de mim nada. Já tive altos e baixos, isso significa que fui um génio e depois burra? Não me parece.
Pelo mesmo modo que não vou andar por aí com o meu Q.I. estampado na testa para impôr respeito, também não admito que ponham em causa as minhas capacidades por meia dúzia de testes ou o que quer que seja. Vou ser sempre a mesma pessoa à procura de si mesma, e de um ponto de equilíbrio.
Parece que comigo tem sido sempre ou 8 ou 80.
Isto tudo para dizer, muito sinceramente, que nada do que possam pensar sobre mim me vai afectar, e que no ambiente do qual falei, cada um tem mais rivais que companheiros. Portanto, tudo muda quando voltamos à nossa vida normal para sermos quem sempre fomos.
E quem somos nesse mesmo ambiente, muitas vezes é uma fachada para fazer frente às dificuldades, que não corresponde ao que somos fora dele.